Resenha: It ends with us

capa_it-end-with-usNome: It ends with us
Autora: Colleen Hoover
star-rating-icon-5-best

Sinopse:
Lily nunca teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar duro para atingir os seus objetivos. Ela percorreu um longo caminho desde a pequena cidade no Maine, onde ela cresceu. Ela se formou na faculdade, mudou-se para Boston e começou seu próprio negócio. Então, quando ela sente uma faísca por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo na vida de Lily, de repente, parece quase bom demais para ser verdade.

Ryle é assertivo, teimoso, talvez até um pouco arrogante.

Ele também é sensível, brilhante e tem um fraco por Lily. E a maneira como ele fica com roupa cirúrgica não é nada mal. Lily não consegue tirá-lo da cabeça. Mas a aversão completa de Ryle a relacionamento é preocupante. Mesmo quando Lily se torna a exceção a sua regra de namoro, ela não consegue deixar de divagar sobre o motivo que fez Ryle ser como é. A medida que perguntas sobre o seu novo relacionamento invadem a sua mente, pensamentos acerca de Atlas Corrigan – seu primeiro amor e uma conexão com o passado que ela deixou para trás – também passam a dominá-la. Ele era sua alma gêmea, seu protetor. Quando Atlas de repente, reaparece, tudo o que Lily construiu com Ryle está ameaçado.

____________________________________________________

Oi gente, tudo bem? Eu estou ótima e encantada com esse último livro da diva. Mas eu preciso falar sobre Lily.

A vida de Lily realmente não era fácil enquanto ela crescia sob os cuidados de seus pais. E o livro começa contando o relacionamento que ela tinha, principalmente com o pai. Era uma relação de amor e ódio, em que o ódio levou vantagem nas decisões mais importantes na vida de Lily.

E enquanto relembrava certas coisas, conhece Ryle no telhado de um prédio, que é onde ela se “encontra” com o universo e sente que pode clarear as ideias.

A forma como Lily e Ryle se conhecem é no mínimo inusitada. Ambos procuram o telhado para escapar da realidade e poder extravasar as frustrações. E durante a conversa, acabam inventando a brincadeira “verdade crua” em que tem que ser extremamente honesto sobre o que está pensando no momento. Essa brincadeira rende revelações interessantes e reveladores sobre ambos, durante todo o livro.

Lily narra sua história intercalando o presente e o passado. O passado é a releitura do que escreveu em seu diário quase nove anos atrás. E então que surge Atlas, acredito que a peça-chave na vida de Lily (ops!). Ela acaba relendo o diário como uma forma de encerramento do passado, pois está intimamente ligado ao seu pai e a frustração inicial do livro.

Altas aparece na vida de Lily por acaso, de forma absurdamente bizarra, quando ela tinha quinze anos. Ele é um garoto alguns anos mais velho que Lily, que acaba se refugiando na casa ao lado da dela, mas em condições que você não pode imaginar. Aí surge uma amizade secreta entre eles, já que seus pais não aprovariam Atlas de jeito nenhum e em nenhum sentido, e Lily se vê querendo fazer tudo por Altas. Passam a dividir segredos e o programa favorito de Lily, Ellen Degeneres Show. Que inclusive, é a destinatária das páginas do diário de Lily (que começa sempre com “Cara Ellen…”). Lily fala sobre as coisas que gostou ou não nos programas da semana e acaba “desabafando” com Ellen sobre coisas pessoais, mesmo sabendo que a apresentadora nem sabe de sua existência.

E o que Lily escreve é de matar. Dá vontade de parar de ler por conta do contexto. São dois temas igualmente delicados e difíceis de entender. A razão do ser humano para algumas coisas ainda é incompreensível, e dá nojo.

Conforme vamos conhecendo partes do passado de Lily, ela passa a conhecer mais de Ryle e a se relacionar com ele, mesmo ele sendo avesso à relacionamentos. E posso dizer que achei muito estranho a rapidez com que ele “cai” por Lily; ele fica literalmente de quatro por ela. Ok, mas coisas vão acontecendo e parece estar tudo bem.

Até que… outras coisas acontecem. E esse é o tema central do livro, e foi tratado de forma tão sutil, que ao mesmo tempo em que você se pergunta “é realmente o que parece ser?”, “será que é eu vi coisas?”, “será que era essa a intenção de fulano?”, você sente vontade de entrar no livro e mudar aquilo, porque é demais. E quando Lily passa a se fazer essas mesmas perguntas, senti vontade de chorar. Por ela.

E então, como não poderia ter um timming melhor, Altas ressurge na vida de Lily e o encontro o faz reviver episódios da vida de Lily que ele gostaria de manter apenas no passado. Mas quando confronta Lily, ela mente. Talvez por causa dos questionamentos acima ou por vergonha, por achar que não é melhor do que era no passado.

E essas coisas acontecem de novo. E sem motivo, sem razão. É um tipo de coisa que não existe motivo ou justificativa. Ponto. Mas Lily se questiona de novo, ela duvida de sua lealdade ou de sua capacidade de ter alguém e cuidar dessa pessoa com tudo o que é possível. Ela até pensa que se não tivesse feito tal coisa, essa outra coisa não teria acontecido.

A leitura chega a um ponto que para mim não tem saída. Não tem como Lily ser feliz, livre, sem que haja consequências. Não tem como estar com uma pessoa sem quebrar o coração de outra. Mas quem é o meu preferido nessa história? Talvez você se faça essa mesma pergunta, e minha resposta é: não sei.

Daqui para o final, além de mais revelações, atitudes são tomadas e Atlas acaba sendo um membro permanente da leitura. Até que não é mais. O papel de Atlas nesse livro, é te dar o doce e depois tirar. E apesar de seu papel na vida de Lily ser tão importante, pouco conhecemos dele. Seu passado é apenas o que Lily contou aos diários e sua vida nesses nove anos em que esteve fora, é um breve resumo que ele deu à Lily.

“No futuro… se por algum milagre você alguma vez se encontrar na posição para se apaixonar novamente… se apaixone por mim”. (…) “Você ainda é a minha pessoa favorita, Lily. Sempre será”.

O desfecho da história de Lily, Ryle e Atlas é o que deveria ser. O mais correto, o mais honrado, o mais emocionante final que poderia existir. E por se tratar de um assunto da nossa realidade, fica ainda mais fácil suspirar de alívio ao final.

“Gostaria de pedir para deixá-lo”, diz ele em meio às lágrimas. Seus lábios pressionam desesperadamente contra a minha testa e eu posso sentir algumas de suas lágrimas caírem em meu rosto. Ele move a boca para o meu ouvido e embala nós duas contra ele. “Eu gostaria de dizer que ela vale muito mais. E eu gostaria de pedir a ela para não voltar, não importa o quanto ele a ame. Ela vale muito mais”.

Como toda obra de Colleen, a leitura é fácil e fluida, cheia de diálogos e detalhes importantes que devem ser tratados com mais atenção. Mas o que mais me surpreendeu é a nota da autora. Leia só depois de terminar o livro, pois é uma janela na vida dela que você poderia não conhecer se não fosse por esse livro.

Ah, ainda não foi publicado no Brasil. 😦

Boa leitura!

Beijos

Flá ♥

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s